Compartilho reflexões particulares sobre o Brasil
e as tentativas de implantação do comunismo no país e no nosso continente,
revendo um pouco da história que não é contada nos livros, mas registrada ao
longo de anos de observação e testemunhos fidedignos:
Após a queda do muro de Berlim, as raízes do
comunismo continuaram se alastrando e se fortalecendo no continente
ibero-americano, graças às frágeis e incipientes democracias, submetidas a
sucessivas ditaduras e golpes de Estado.
O Brasil não fugiu à regra, mesmo assim conseguiu
se salvar de duas grandes tentativas de implantação do comunismo: na “Intentona
Comunista” de 1935, sufocada pelo ditador Getúlio Vargas, e no Contragolpe de
1964, quando os militares assumiram o poder com mão de ferro porque não restava
outra alternativa, a fim de evitar que o país mergulhasse no caos da guerrilha
e do terrorismo.
É verdade que os militares cercearam direitos
civis e exilaram políticos, intelectuais e artistas, mas em contrapartida,
estabilizaram a economia do país durante o período da ditadura, e promoveram
uma transição pacífica para a democracia no ano de 1988. O movimento “Diretas
Já” foi um grande clamor nacional pelo retorno à democracia, porém, a Lei
da Anistia permitiu que os verdadeiros golpistas retornassem ao país, eles
continuaram tramando contra a nação e, finalmente, assumiram o poder.
Infelizmente, a verdade foi propositalmente
distorcida e nossos livros de História não registram o que realmente aconteceu.
A abertura dos arquivos da ditadura e a criação da Comissão da Verdade são puro
revanchismo dos terroristas que hoje estão na direção do país e posam de
heróis, ocupam altos cargos e mentem descaradamente ao afirmar que lutavam pela
democracia, quando na verdade o objetivo era implantar o castro-comunismo no
Brasil.
O surgimento do Foro São Paulo
Após o fim da ditadura militar, o Brasil
ingressou num processo lento e gradual de redemocratização, mas o perigo
continuava a rondar o país e o continente ibero-americano: o ditador cubano
Fidel Castro e o então sindicalista Luís Inácio Lula da Silva idealizaram uma
poderosa organização de extrema esquerda – o Foro São Paulo, para agasalhar as
“viúvas” do comunismo europeu e do resto do mundo. Criado em 1990, justamente
no Brasil, o Foro São Paulo passou, então, a reunir partidos políticos
socialistas e comunistas de todo o mundo, organizações ditas sociais, como o
MST (Movimento dos Sem Terra), e diversas organizações terroristas, entre elas,
as Farc, Hamas, Al-Fatah e Hezbollah, todas extremistas e defensoras de um
falso nacionalismo. As Farc, sediadas na Colômbia, são a maior e mais antiga
organização narco-terrorista do nosso continente, e se constituíram no braço
armado do Foro São Paulo. No momento discutem um duvidoso acordo de paz e
desmobilização, mediados por Havana, com a intenção de obter status de partido
político e galgar o poder na Colômbia, imitando o que o PT (Partido dos
Trabalhadores) fez no Brasil.
A implantação da República Bolivariana
O objetivo maior do Foro São Paulo é expandir o
neo-comunismo ou “Socialismo do Século XXI”, e transformar o continente
ibero-americano na chamada “República Bolivariana” - uma só nação, sem
fronteiras, com um governo único, uma moeda única -, e um ódio sem precedentes
pelos “imperialistas” norte-americanos e os países ricos, a quem culpam por
todas as mazelas da dependência econômica e das desigualdades sociais
existentes na região.
Integrantes do Foro São Paulo já conseguiram
chegar ao poder em vários países, entre eles, Nicarágua, Venezuela, Bolívia,
Equador, Argentina e o Uruguai. Atualmente 15 países estão sob o domínio do
Foro São Paulo, inclusive o Brasil, com a eleição e a reeleição de Luís Inácio
Lula da Silva (2003 e 2008), e o continuísmo do PT (Partido dos Trabalhadores)
no poder, através da eleição da guerrilheira e atual presidente, Dilma Roussef.
Em todos os países sob o domínio do Foro São
Paulo há clara predominância do populismo, os pobres e as minorias étnicas são
transformadas em massa fácil de manobra política; constituições são alteradas
para que governantes se perpetuem no poder; o povo é iludido pela chamada
democracia plebiscitária, quando não há liberdade de fato de escolha pelo voto.
O comparecimento às urnas é apenas para sacramentar o “pacote” que já vem
pronto, e dificilmente contempla as necessidades básicas e dignas de educação,
trabalho, renda, saúde, segurança e moradia da população.
Na minha opinião, eis alguns motivos pelos quais
a pretensa República Bolivariana ainda não se concretizou: o Foro São
Paulo vem enfrentando resistência em países onde o império da Lei ainda
prevalece, a exemplo de Honduras e Paraguai, cujos mandatários (Manuel Zelaya e
Fernando Lugo) foram destituídos pelos respectivos Congressos, no estrito cumprimento
da Constituição; o realinhamento com a “direita” em alguns países, a
exemplo do Chile e eleição de Sebastian Piñera, além da rejeição à retórica
bolivariana por El Salvador. Talvez, o maior entrave tenha sido a disputa ao
cargo de “imperador” da nova república entre Fidel Castro, Lula e o caudilho
megalomaníaco Hugo Chávez Frias, que se considerava a reencarnação de Simon
Bolívar e acabou vencido pelo câncer, em circunstâncias que nunca foram
esclarecidas. O desaparecimento de Chávez representou uma baixa importante nos
planos expansionistas do Foro São Paulo, que prosseguem com Maduro, eleito como
presidente da Venezuela através de um processo fraudulento, recheado de
mentiras. Descobriu-se que o “predileto de Havana” era Maduro e não Chávez. Atualmente,
nada se faz sem o aval dos hermanos Castro, a Venezuela virou colônia de Cuba.
Resta saber por quanto tempo tal regime vai sobreviver, o país continua
enfrentando instabilidade política pelas dissidências internas no próprio
partido, além de uma oposição fragmentada. Já não é mais possível camuflar a
pobreza e a miséria, que não diminuíram com os petrodólares, generosamente
distribuídos pelo “comandante” para financiar a revolução nos países amigos,
porém, um bom sinal é a nova consciência que começa a surgir, em rejeição à
governança de Cuba.
A conspiração do Foro São Paulo no Brasil
A tomada de poder no Brasil foi cuidadosamente
planejada pelo Foro São Paulo, por Fidel Castro e Lula, após a derrota do
castro-comunismo pelo Contragolpe Militar de 1964. Por mais de 20 anos, todos
os setores da sociedade sofreram uma silenciosa infiltração: Igreja, Exército,
Judiciário, Legislativo, imprensa, capitalistas, sindicalistas, e
principalmente a educação, com a formação de uma geração de professores marxistas-leninistas,
responsáveis por desvios e omissões de importantes fatos históricos e por uma
verdadeira lavagem cerebral nos estudantes, insuflando-lhes um falso
nacionalismo, desde o ensino fundamental até o nível universitário. Homens e
mulheres, já maduros, ainda estampam no peito a figura de Che Guevara, o
revolucionário sanguinário que matou centenas de inocentes, e não hesitou em
trair os próprios companheiros.
O ápice desta conspiração foi a eleição de Luís
Inácio Lula da Silva para o primeiro mandato na presidência da República, em
2003. O fato causou comoção nacional e internacional, pela primeira vez o país
estava elegendo um “presidente operário”, que não pertencia às “elites”. Lula
imediatamente assumiu o papel de “salvador da pátria”, vestiu a fantasia da
esquerda moderada, formou gigantescos “currais eleitorais” com a distribuição
de benesses às camadas mais pobres da população através do Programa
Bolsa-Família, o maior e mais escandaloso programa de compra de votos do mundo.
Por este programa, 7 entre 10 brasileiros deixam de trabalhar com carteira
assinada para receber dinheiro do governo, enquanto a classe média é
explorada e submetida a uma escorchante carga de impostos. Lula ainda foi
eleito com o aval dos banqueiros e dos capitalistas, representados pelo
vice-presidente José de Alencar; seus dois governos populistas lhe renderam um
status quase inimaginável, Lula se tornou maior e mais popular que o seu
próprio partido, o PT, dando início ao que a imprensa bajuladora denominou de
“Lulismo”. O PT começou a enfrentar, então, uma onda de dissidências que deram
origem aos “nanicos”, pequenos partidos políticos, de aparente oposição, mas
todos oriundos da mesma raiz envenenada. E assim, a velha estratégia política
de “dividir para conquistar” vem funcionando muito bem no Brasil.
Uma “revolução cultural”
Apesar dos escândalos, Lula ainda é considerado
um fenômeno político, o resultado das últimas eleições municipais comprova a
sua popularidade e o peso do seu partido, porém, não se pode perder de vista o
que isso representa na imposição dessa nova forma de comunismo no nosso país.
Aqui a tomada de poder não ocorreu pela força e pelas armas, a exemplo da
Venezuela, sob a liderança de Hugo Chávez. Aqui, o marxismo-leninismo recebeu
nova roupagem pela filosofia de Antônio Gramsci; a tomada de poder aconteceu
lenta e gradualmente no campo das ideias, pela doutrinação e ideologização
sutis, que já contaminaram toda a nossa estrutura social.
O aparelhamento do Estado, a desmoralização das
Forças Armadas, a instituição de conflitos entre os Poderes instituídos, os
privilégios descabidos às minorias (índios, negros e homossexuais) à revelia da
Constituição, as tentativas de cercear à liberdade de expressão, o total
desrespeito aos princípios e valores cristãos, e a pressão pela legalização do
aborto estão levando o país ao divisionismo, à insegurança jurídica e a um
perigoso relativismo moral.
A corrupção que já era endêmica no país, sob o
patrocínio do PT virou moeda de troca generalizada, atingindo níveis
assustadores. O “julgamento da história”, o Julgamento do Mensalão, revelou as
entranhas de toda esta conspiração contra o povo, contra os cofres públicos,
contra a moral e a decência de governantes e governados. Porém, o verdadeiro
chefe de todo este esquema aviltante, Luís Inácio Lula da Silva, não vai sentar
no banco dos réus; ele sequer foi intimado e dificilmente será, já que a
maioria dos ministros que integram o Supremo Tribunal Federal foram indicados
por ele e sua sucessora.
Não existe oposição política no país
Além do PT, outros dois partidos políticos que
detém expressão nacional são o PMDB (Partido do Movimento Democrático
Brasileiro), o maior de todos (considerado a Grande Prostituta da República,
desde a reabertura democrática do país), e o PSDB (Partido da Social Democracia
Brasileira), que vem se alternado no poder com o PT. Nos últimos anos, o PSDB
tem polarizado o cenário político com o PT, dando a impressão de que o país
caminha para o bipartidarismo. Volta e meia, um ou outro integrante destes
partidos ergue a voz para criticar o governo, mas prevalecem os conluios e os
conchavos. Na realidade, os partidos políticos no Brasil se transformaram em
agremiações que trabalham apenas em benefício próprio e para manter
privilégios, já não representam os interesses dos eleitores que os elegeram.
Aos eleitores, por sua vez, falta conscientização e responsabilidade civil, não
sabem fiscalizar seus representantes, exigir prestação de contas e posturas
dignas. Um prenúncio de reação popular ocorreu com o projeto “Ficha Limpa”, que
recebeu mais de um milhão de assinaturas, exigindo mudanças na lei eleitoral e
barrando candidatos que respondem a processos ou estejam envolvidos em desvios
de recursos públicos. Infelizmente, a frouxidão das nossas leis permite um sem
número de recursos, a Justiça que deveria ser uma só, tem várias instâncias de
apelação, que acabam sempre beneficiando os malfeitores. E uma triste
constatação: a grande maioria dos partidos hoje existentes no Brasil são todos
de orientação socialista-marxista-leninista, como dizemos por aqui, “tudo
farinha do mesmo saco”. Desde 2003, quando Lula chegou ao poder, os
brasileiros mais esclarecidos estão sem opção nas eleições: ou votam com a
esquerda, ou votam com a esquerda, obrigados a escolher sempre o “menos
pior”.
"Primavera no Brasil"?
As manifestações populares que iniciaram por
protestos contra o aumento de R$ 0,20 nas tarifas urbanas na cidade de São
Paulo e que sacudiram o país em 2013 (orquestradas pelo próprio governo) devem
se repetir este ano, nosso povo está finalmente acordando. A cada remendo
proposto para uma situação insustentável, mais protestos e indignação. Em 64
tivemos o Exército para nos defender, mas agora, só podemos contar com a ajuda
divina. Esta é a situação do Brasil, considerado o
gigante da América do Sul.
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