quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Comunismo no Brasil e no continente iberoamericano

Compartilho reflexões particulares sobre o Brasil e as tentativas de implantação do comunismo no país e no nosso continente, revendo um pouco da história que não é contada nos livros, mas registrada ao longo de anos de observação e testemunhos fidedignos:

Após a queda do muro de Berlim, as raízes do comunismo continuaram se alastrando e se fortalecendo no continente ibero-americano, graças às frágeis e incipientes democracias, submetidas a sucessivas ditaduras e golpes de Estado.
O Brasil não fugiu à regra, mesmo assim conseguiu se salvar de duas grandes tentativas de implantação do comunismo: na “Intentona Comunista” de 1935, sufocada pelo ditador Getúlio Vargas, e no Contragolpe de 1964, quando os militares assumiram o poder com mão de ferro porque não restava outra alternativa, a fim de evitar que o país mergulhasse no caos da guerrilha e do terrorismo.
É verdade que os militares cercearam direitos civis e exilaram políticos, intelectuais e artistas, mas em contrapartida, estabilizaram a economia do país durante o período da ditadura, e promoveram uma transição pacífica para a democracia no ano de 1988. O movimento “Diretas Já” foi um grande clamor nacional pelo retorno à democracia, porém,  a Lei da Anistia permitiu que os verdadeiros golpistas retornassem ao país, eles continuaram tramando contra a nação e, finalmente, assumiram o poder.
Infelizmente, a verdade foi propositalmente distorcida e nossos livros de História não registram o que realmente aconteceu. A abertura dos arquivos da ditadura e a criação da Comissão da Verdade são puro revanchismo dos terroristas que hoje estão na direção do país e posam de heróis, ocupam altos cargos e mentem descaradamente ao afirmar que lutavam pela democracia, quando na verdade o objetivo era implantar o castro-comunismo no Brasil.

O surgimento do Foro São Paulo
Após o fim da ditadura militar, o Brasil ingressou num processo lento e gradual de redemocratização, mas o perigo continuava a rondar o país e o continente ibero-americano: o ditador cubano Fidel Castro e o então sindicalista Luís Inácio Lula da Silva idealizaram uma poderosa organização de extrema esquerda – o Foro São Paulo, para agasalhar as “viúvas” do comunismo europeu e do resto do mundo. Criado em 1990, justamente no Brasil, o Foro São Paulo passou, então, a reunir partidos políticos socialistas e comunistas de todo o mundo, organizações ditas sociais, como o MST (Movimento dos Sem Terra), e diversas organizações terroristas, entre elas, as Farc, Hamas, Al-Fatah e Hezbollah, todas extremistas e defensoras de um falso nacionalismo. As Farc, sediadas na Colômbia, são a maior e mais antiga organização narco-terrorista do nosso continente, e se constituíram no braço armado do Foro São Paulo. No momento discutem um duvidoso acordo de paz e desmobilização, mediados por Havana, com a intenção de obter status de partido político e galgar o poder na Colômbia, imitando o que o PT (Partido dos Trabalhadores) fez no Brasil.

A implantação da República Bolivariana
O objetivo maior do Foro São Paulo é expandir o neo-comunismo ou “Socialismo do Século XXI”,  e transformar o continente ibero-americano na chamada “República Bolivariana” - uma só nação, sem fronteiras, com um governo único, uma moeda única -, e um ódio sem precedentes pelos “imperialistas” norte-americanos e os países ricos, a quem culpam por todas as mazelas da dependência econômica e das desigualdades sociais existentes na região.
Integrantes do Foro São Paulo já conseguiram chegar ao poder em vários países, entre eles, Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e o Uruguai. Atualmente 15 países estão sob o domínio do Foro São Paulo, inclusive o Brasil, com a eleição e a reeleição de Luís Inácio Lula da Silva (2003 e 2008), e o continuísmo do PT (Partido dos Trabalhadores) no poder, através da eleição da guerrilheira e atual presidente, Dilma Roussef.  
Em todos os países sob o domínio do Foro São Paulo há clara predominância do populismo, os pobres e as minorias étnicas são transformadas em massa fácil de manobra política; constituições são alteradas para que governantes se perpetuem no poder; o povo é iludido pela chamada democracia plebiscitária, quando não há liberdade de fato de escolha pelo voto. O comparecimento às urnas é apenas para sacramentar o “pacote” que já vem pronto, e dificilmente contempla as necessidades básicas e dignas de educação, trabalho, renda, saúde, segurança e moradia da população.
Na minha opinião, eis alguns motivos pelos quais a pretensa República Bolivariana ainda não se concretizou:  o Foro São Paulo vem enfrentando resistência em países onde o império da Lei ainda prevalece, a exemplo de Honduras e Paraguai, cujos mandatários (Manuel Zelaya e Fernando Lugo) foram destituídos pelos respectivos Congressos, no estrito cumprimento da Constituição; o realinhamento com a “direita”  em alguns países, a exemplo do Chile e eleição de Sebastian Piñera, além da rejeição à retórica bolivariana por El Salvador. Talvez, o maior entrave tenha sido a disputa ao cargo de “imperador” da nova república entre Fidel Castro, Lula e o caudilho megalomaníaco Hugo Chávez Frias, que se considerava a reencarnação de Simon Bolívar e acabou vencido pelo câncer, em circunstâncias que nunca foram esclarecidas. O desaparecimento de Chávez representou uma baixa importante nos planos expansionistas do Foro São Paulo, que prosseguem com Maduro, eleito como presidente da Venezuela através de um processo fraudulento, recheado de mentiras. Descobriu-se que o “predileto de Havana” era Maduro e não Chávez. Atualmente, nada se faz sem o aval dos hermanos Castro, a Venezuela virou colônia de Cuba. Resta saber por quanto tempo tal regime vai sobreviver, o país continua enfrentando instabilidade política pelas dissidências internas no próprio partido, além de uma oposição fragmentada. Já não é mais possível camuflar a pobreza e a miséria, que não diminuíram com os petrodólares, generosamente distribuídos pelo “comandante” para financiar a revolução nos países amigos, porém, um bom sinal é a nova consciência que começa a surgir, em rejeição à governança de Cuba.

A conspiração do Foro São Paulo no Brasil
A tomada de poder no Brasil foi cuidadosamente planejada pelo Foro São Paulo, por Fidel Castro e Lula, após a derrota do castro-comunismo pelo Contragolpe Militar de 1964. Por mais de 20 anos, todos os setores da sociedade sofreram uma silenciosa infiltração: Igreja, Exército, Judiciário, Legislativo, imprensa, capitalistas, sindicalistas, e principalmente a educação, com a formação de uma geração de professores marxistas-leninistas, responsáveis por desvios e omissões de importantes fatos históricos e por uma verdadeira lavagem cerebral nos estudantes, insuflando-lhes um falso nacionalismo, desde o ensino fundamental até o nível universitário. Homens e mulheres, já maduros, ainda estampam no peito a figura de Che Guevara, o revolucionário sanguinário que matou centenas de inocentes, e não hesitou em trair os próprios companheiros.
O ápice desta conspiração foi a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para o primeiro mandato na presidência da República, em 2003. O fato causou comoção nacional e internacional, pela primeira vez o país estava elegendo um “presidente operário”, que não pertencia às “elites”. Lula imediatamente assumiu o papel de “salvador da pátria”, vestiu a fantasia da esquerda moderada, formou gigantescos “currais eleitorais” com a distribuição de benesses às camadas mais pobres da população através do Programa Bolsa-Família, o maior e mais escandaloso programa de compra de votos do mundo. Por este programa, 7 entre 10 brasileiros deixam de trabalhar com carteira assinada para receber dinheiro do governo,  enquanto a classe média é explorada e submetida a uma escorchante carga de impostos. Lula ainda foi eleito com o aval dos banqueiros e dos capitalistas, representados pelo vice-presidente José de Alencar; seus dois governos populistas lhe renderam um status quase inimaginável, Lula se tornou maior e mais popular que o seu próprio partido, o PT, dando início ao que a imprensa bajuladora denominou de “Lulismo”. O PT começou a enfrentar, então, uma onda de dissidências que deram origem aos “nanicos”, pequenos partidos políticos, de aparente oposição, mas todos oriundos da mesma raiz envenenada. E assim, a velha estratégia política de “dividir para conquistar” vem funcionando muito bem no Brasil.

Uma “revolução cultural”
Apesar dos escândalos, Lula ainda é considerado um fenômeno político, o resultado das últimas eleições municipais comprova a sua popularidade e o peso do seu partido, porém, não se pode perder de vista o que isso representa na imposição dessa nova forma de comunismo no nosso país. Aqui a tomada de poder não ocorreu pela força e pelas armas, a exemplo da Venezuela, sob a liderança de Hugo Chávez. Aqui, o marxismo-leninismo recebeu nova roupagem pela filosofia de Antônio Gramsci; a tomada de poder aconteceu lenta e gradualmente no campo das ideias, pela doutrinação e ideologização sutis, que já contaminaram toda a nossa estrutura social.
O aparelhamento do Estado, a desmoralização das Forças Armadas, a instituição de conflitos entre os Poderes instituídos, os privilégios descabidos às minorias (índios, negros e homossexuais) à revelia da Constituição, as tentativas de cercear à liberdade de expressão, o total desrespeito aos princípios e valores cristãos, e a pressão pela legalização do aborto estão levando o país ao divisionismo, à insegurança jurídica e a um perigoso relativismo moral.
A corrupção que já era endêmica no país, sob o patrocínio do PT virou moeda de troca generalizada, atingindo níveis assustadores. O “julgamento da história”, o Julgamento do Mensalão, revelou as entranhas de toda esta conspiração contra o povo, contra os cofres públicos, contra a moral e a decência de governantes e governados. Porém, o verdadeiro chefe de todo este esquema aviltante, Luís Inácio Lula da Silva, não vai sentar no banco dos réus; ele sequer foi intimado e dificilmente será, já que a maioria dos ministros que integram o Supremo Tribunal Federal foram indicados por ele e sua sucessora.

Não existe oposição política no país
Além do PT, outros dois partidos políticos que detém expressão nacional são o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), o maior de todos (considerado a Grande Prostituta da República, desde a reabertura democrática do país), e o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que vem se alternado no poder com o PT. Nos últimos anos, o PSDB tem polarizado o cenário político com o PT, dando a impressão de que o país caminha para o bipartidarismo. Volta e meia, um ou outro integrante destes partidos ergue a voz para criticar o governo, mas prevalecem os conluios e os conchavos. Na realidade, os partidos políticos no Brasil se transformaram em agremiações que trabalham apenas em benefício próprio e para manter privilégios, já não representam os interesses dos eleitores que os elegeram. Aos eleitores, por sua vez, falta conscientização e responsabilidade civil, não sabem fiscalizar seus representantes, exigir prestação de contas e posturas dignas. Um prenúncio de reação popular ocorreu com o projeto “Ficha Limpa”, que recebeu mais de um milhão de assinaturas, exigindo mudanças na lei eleitoral e barrando candidatos que respondem a processos ou estejam envolvidos em desvios de recursos públicos. Infelizmente, a frouxidão das nossas leis permite um sem número de recursos, a Justiça que deveria ser uma só, tem várias instâncias de apelação, que acabam sempre beneficiando os malfeitores. E uma triste constatação: a grande maioria dos partidos hoje existentes no Brasil são todos de orientação socialista-marxista-leninista, como dizemos por aqui, “tudo farinha do mesmo saco”.  Desde 2003, quando Lula chegou ao poder, os brasileiros mais esclarecidos estão sem opção nas eleições: ou votam com a esquerda, ou votam com a esquerda, obrigados a escolher sempre o “menos  pior”.

"Primavera no Brasil"?
As manifestações populares que iniciaram por protestos contra o aumento de R$ 0,20 nas tarifas urbanas na cidade de São Paulo e que sacudiram o país em 2013 (orquestradas pelo próprio governo) devem se repetir este ano, nosso povo está finalmente acordando. A cada remendo proposto para uma situação insustentável, mais protestos e indignação. Em 64 tivemos o Exército para nos defender, mas agora, só podemos contar com a ajuda divina. Esta é a situação do Brasil, considerado o gigante da América do Sul.

Beth C.Costa, jornalista, pós-graduada em Ciências Políticas, MTB 3831


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