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Em apenas
uma semana, China e Rússia se movimentam na América Latina e afirmam acordos
surpreendentes com governos de orientação bolivariana.
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Desta vez, Dilma abriu para a China atuar com suas empresas no país. Antes, Dilma abriu para Rússia assinando acordo com o megalomaníaco Putin, o qual está no 'bico do corvo', após a derrubada do avião pelos amigos rebeldes na Ucrânia.
BBC - Após receber em Brasília o
mandatário chinês, Xi Jinping, a presidente Dilma Rousseff disse nesta
quinta-feira que o Brasil conta com a China para tirar do papel os planos do
governo para investimentos em infraestrutura.
"Apresentei
ao presidente Xi Jinping oportunidades que se abrem em licitações nos setores
ferroviário, portuário e aeroviário. Aqui as empresas chinesas encontrarão
segurança jurídica, marco regulatório estável e serão muito bem-vindas",
afirmou Dilma ao lado do líder chinês, que realiza uma visita de Estado ao
Brasil.
Segundo a
presidente, o programa de investimentos em logística do governo – com gastos
estimados em R$ 240 bilhões e o objetivo de reduzir o custo de produzir no país
– alçará as relações Brasil-China a outro patamar.
Dilma
disse ter reiterado ao colega chinês sua "expectativa sobre a participação
de empresas chinesas" em concessões a serem abertas pelo governo, em
especial para trecho da ferrovia Transcontinental que ligará Lucas do Rio Verde
(MT) a Campinorte (GO).
A obra é
de interesse especial dos produtores de soja, que com a ferrovia ganhariam uma
alternativa mais barata para transportar o grão até os portos por onde são
exportados. A ferrovia, ressaltou Dilma, integra um projeto ainda mais amplo,
de conectar o Brasil a portos peruanos no Pacífico por meio de trens.
Em
resposta, o presidente chinês disse em seu discurso que está "disposto a
colaborar com o Brasil na construção de ferrovias e obras de
infraestrutura".
Carne
bovina
Dilma
agradeceu a China por encerrar o embargo para as exportações de carne bovina
brasileira, o que, segundo a presidente, "abre grandes oportunidades para
o agronegócio" nacional. Dilma diz ter insistido, no diálogo com o chinês,
quanto à "necessidade de diversificar e agregar valor” nas exportações
brasileiras para a China.
O
predomínio de matérias-primas (particularmente soja, minério de ferro e
petróleo) na pauta de vendas brasileiras para a China é uma das principais
queixas do Brasil na relação com a nação asiática.
Economistas
consideram que a exportação de produtos industrializados, com alto valor
agregado, é mais benéfica do que a exportação de matérias-primas, já que sua
produção envolve mais mão-de-obra e atrai mais recursos para um país.
Nos
últimos anos, o governo tem dito que diversificar as exportações brasileiras
para a China é uma das prioridades de sua política comercial. A proporção de
produtos industrializados na pauta de exportações do Brasil para a China,
porém, só tem diminuído.
Em seu
discurso, Xi fez uma menção discreta ao tema, dizendo apenas que a China está
disposta "a elevar o nível de nossa relação comercial em todos os
aspectos."
Belo
Monte e Tapajós
Após o
encontro, foram fechados 54 acordos entre os dois países. Parte dos
entendimentos trata da cooperação na área energética, um dos setores em que
chineses e brasileiros mais têm se aproximado nos últimos anos.
Um acordo
entre a estatal Eletrobrás e a chinesa State Grid permitirá a participação da
companhia chinesa na construção da linha de transmissão para a usina
hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Outro acordo, entre Eletrobrás, Furnas e o
grupo de Três Gargantas, visa garantir a participação chinesa na licitação para
a construção da usina hidrelétrica do Rio Tapajós.
Os dois
empreendimentos são alvos de críticas de ambientalistas e comunidades locais.
Os
acordos firmados cobrem ainda a facilitação de vistos de negócios entre os dois
países e o monitoramento remoto da Amazônia (para fins militares e o controle
do desmatamento, segundo o governo).
Também
foram firmados acordos entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social) e bancos estatais chineses para que atuem em conjunto,
particularmente na África, no financiamento de investimentos nas áreas de
energia, infraestrutura e telecomunicações.
Bancos
chineses também fecharam acordos para a concessão de financiamentos à
mineradora Vale, maior empresa privada do Brasil e que tem os chineses como
principais clientes.
Negócios
e investimentos
Na
visita, também se anunciaram transações comerciais e investimentos chineses no
Brasil. A Embraer fechou acordos para a venda de 60 aviões para companhias da
China; o Banco de Construção da China divulgou a compra de ações do brasileiro
BicBanco e a empresa chinesa Sany anunciou investimento de US$ 300 milhões para
a construção de uma fábrica de máquinas para a construção civil em Jacareí
(SP).
Outros
acordos firmados buscam ampliar o ensino de chinês em universidades brasileiras,
por meio da abetura de Institutos Confúcios (que difundem a língua e a cultura
chinesas mundo afora).
O governo
de Tocantins firmou com os chineses um acordo para a construção de um data
center (centro de armazenagem de dados) no Estado e a modernização de sua
estrutura de tecnologia de informação. Os investimentos, ao custo de US$ 100
milhões, serão financiados pelo Banco de Desenvolvimento da China.
Também se
assinou acordo para que a Baidu, maior site de buscas da China e terceiro maior
do mundo, passe a operar no Brasil. Dilma e Xi Jinping inauguraram a ferramenta
na cerimônia ao fazer uma busca. (Fonte: BBC)
http://folhacentrosul.com.br/brasil/5405/depois-de-russia-dilma-abre-para-china-atuar-em-obras-de-rodovias-portos-e-aeroportos

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