Escrito
por Olavo de Carvalho | 25 Julho 2013
Mídia Sem Máscara
A simples ajuda mútua entre os
partidos legais e as quadrilhas de terroristas e narcotraficantes que o compõem
já bastaria para fazer do próprio Foro, como um todo, uma organização criminosa
no sentido mais estrito e legal do termo.
Antes de analisar qualquer coisa que o sr. Mauro Santayana escreva, é preciso saber que ele trabalhou como comentarista político da Rádio Praga, órgão oficial do governo comunista checo, e foi nada menos que redator-chefe das emissões em português da Rádio Havana. Essas estações nunca praticaram o jornalismo, no sentido normal do termo. Eram órgãos de desinformação, partes integrantes da polícia política comunista. A segunda ainda é. Chamar o sr. Santayana de “jornalista” tout court, sem esclarecer o uso específico que ele faz dessa fachada profissional, é sobrepor um formalismo burocrático-sindical à realidade substantiva do trabalho que ele exerce. Ele é, sob todos os aspectos possíveis e imagináveis, um agente de influência comunista. O jornalismo é o canal, não a substância da sua atividade.
Um agente
de influência não faz propaganda comunista. Mantém-se numa posição discreta,
equilibrada, e só procura influenciar as autoridades e os formadores de opinião
em pontos determinados, precisos, para induzi-los a decisões que sirvam à
estratégia comunista sob pretextos que não pareçam comunistas de maneira
alguma. Esse esforço só se intensifica e sobe de tom quando se trata de medidas
urgentes, vitais para a sobrevivência do movimento comunista. É só aí que o
lobo perde a compostura ovina, rosna, mostra os dentes e sai mordendo.
No
momento a coisa mais urgente e vital para o comunismo na América Latina é
afastar a ameaça de uma investigação fiscal no Foro de São Paulo. É urgente e
vital porque há 23 anos essa entidade gasta fortunas incalculáveis, transportando
incessantemente centenas de politicos, intelectuais, militantes e terroristas
entre todas as capitais do continente, hospedando-os nos melhores hotéis, sem
jamais informar à população de onde veio o dinheiro. O envolvimento de alguns
de seus membros mais prestigiosos no narcotráfico é fato notório, comprovado
por depoimento do traficante Fernandinho Beira-Mar e pelos computadores do
ex-comandante das Farc, Raul Reyes, apreendidos pelo exército colombiano.
O Foro de
São Paulo é o comando estratégico do movimento comunista latino-americano. Faz
e desfaz governos, interfere na política interna de dezenas de países, decide
os destinos do continente, fornece cobertura a terroristas e narcotraficantes
e, segundo confissão do seu fundador e nosso ex-presidente Luís Inácio Lula da
Silva, faz tudo isso de modo calculado para que “as pessoas não percebam do que
estamos falando” (sic). Chamar isso de conspiração não é portanto uma
“teoria”. É usar o termo apropriado para definir um fato tal como descrito pelo
seu autor principal.
Durante
dezesseis anos o Foro cresceu em segredo, sob a proteção da mídia cúmplice que
negava a sua existência e que, quando não pôde mais fazer isso, passou a
mostrá-lo sob aparência maquiada, como um inofensivo “clube de debates”. A desconversa
não pegou, é claro, em primeiro lugar porque nenhum clube de debates emite
resoluções unânimes repletas de comandos a ser seguidos pelos participantes; e,
em segundo lugar, porque o próprio fundador da coisa deu com a língua nos
dentes, no discurso que pronunciou no décimo-quinto aniversário de fundação da
entidade.
A simples
ajuda mútua entre os partidos legais e as quadrilhas de terroristas e
narcotraficantes que o compõem já bastaria para fazer do próprio Foro, como um
todo, uma organização criminosa no sentido mais estrito e legal do termo, mesmo
sem levantar a hipótese, praticamente inevitável, de que a troca de vantagens
políticas importasse em benefícios financeiros ilícitos para qualquer das
partes.
No
entanto, entre tantos segredos que preenchem a história do Foro, as finanças
são ainda o mais bem guardado. Mesmo depois que, forçado pelas circunstâncias a
passar do silêncio ao exibicionismo histriônico, o seu atual dirigente Valter
Pomar decidiu embelezá-lo como entidade transparente e aberta ao público, nem
uma palavra veio à sua boca em resposta à pergunta decisiva e proibida: Quem
paga a festa? Quem pagou durante 23 anos? As Farc? O governo brasileiro? O
petróleo do sr. Hugo Chávez? Cadê os recibos? Cadê as notas fiscais? Cadê as
autorizações de despesa?
Quem
lançou essa pergunta, semanas atrás, fui eu (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/130626dc.html).
Esperava que, como todas as anteriores que coloquei no ar, ela caísse em
ouvidos moucos. Para minha surpresa, alguns grupos de jovens, que não conheço e
que não me consultaram em nada, deram-lhe atenção e fizeram dela uma das
bandeiras do seu movimento “Marcha das Famílias”. Embora a passeata que
organizaram contra o comunismo reunisse não mais de cem pessoas, ela espalhou
pelas ruas e pela internet o mais óbvio, inegável e legítimo dos pedidos:
auditoria no Foro de São Paulo, já!
Aí, é
claro, foi o pânico. Antes mesmo que qualquer solicitação formal de uma
investigação fosse enviada ao Ministério Público ou à Receita Federal, era
preciso criar contra ela uma predisposição hostil para dissuadir as
autoridades, a priori, da tentação de atendê-la.
Primeiro
veio então a página do “Opera Mundi” que, naquele tom lacrimejante próprio dos
crocodilos, se queixava de que o Foro “sofria ameaças violentas”. Coitadinho.
Ele só tem, para defendê-lo, os exércitos de Cuba e da Venezuela, as tropas das
Farc e a militância armada do MST e da Via Campesina, sem contar o governo
brasileiro. Não é mesmo para ficar aterrorizado ante umas dezenas de estudantes
que o xingam pela internet?
Mas logo
depois dessa palhaçada entrou em cena, como era de se esperar, o sr. Mauro
Santayana. E veio com uma conversa muito mais interessante. Veremos no próximo
artigo.
Publicado no Diário do Comércio.
http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/foro-de-sao-paulo/14354-crocodilos-em-panico.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário