domingo, 15 de junho de 2014

O Comunismo no Brasil e no Continente Ibero-Americano





Compartilho reflexões particulares sobre o Brasil e as tentativas de implantação do comunismo no país e no nosso continente, revendo um pouco da história que não é contada nos livros, mas registrada ao longo de anos de observação e testemunhos fidedignos:

O comunismo não morreu após a queda do muro de Berlim, como muitos acreditam, as suas raízes continuaram se alastrando e se fortalecendo no continente ibero-americano, graças às frágeis e incipientes democracias, submetidas a sucessivas ditaduras e golpes de Estado.

O Brasil não fugiu à regra, mesmo assim conseguiu se salvar de duas grandes tentativas de implantação do comunismo: na “Intentona Comunista” de 1935, sufocada pelo ditador Getúlio Vargas, e no Contragolpe de 1964, quando os militares assumiram o poder com mão de ferro; não restava outra alternativa, o país havia mergulhado  na guerrilha e no terrorismo; João Goulart não teve tempo de entregar o país ao castro-comunismo. 

É verdade que os militares cercearam direitos civis e exilaram políticos, intelectuais e artistas, não poderiam tratar com flores e bandeiras brancas terroristas organizados e treinados por Cuba e pela Rússia. Em contrapartida, estabilizaram a economia do país durante o período da ditadura, promoveram uma transição pacífica para a democracia no ano de 1988. O movimento “Diretas Já” foi um grande clamor nacional pelo retorno à democracia, porém,  a Lei da Anistia permitiu que os verdadeiros golpistas retornassem e prosseguissem tramando contra a nação para, finalmente, assumirem o poder. 

Infelizmente, a verdade foi propositalmente distorcida e nossos livros de História não registram o que realmente aconteceu. A abertura dos arquivos da ditadura e a criação da Comissão da Verdade são puro revanchismo dos terroristas que hoje estão na direção do país e posam de heróis, ocupam altos cargos e mentem descaradamente ao afirmar que lutavam pela democracia, quando na verdade, por mais de 20 anos, o objetivo sempre foi implantar o castro-comunismo no Brasil.


O surgimento do Foro São Paulo

Após o fim da ditadura militar, o Brasil ingressou num processo lento e gradual de redemocratização, mas o perigo continuava a rondar o país e o continente ibero-americano: o ditador cubano Fidel Castro e o então sindicalista Luís Inácio Lula da Silva idealizaram uma obscura organização de extrema esquerda – o Foro São Paulo, para agasalhar as “viúvas” do comunismo do leste europeu e do resto do mundo.

Criado em 1990, justamente no Brasil, o Foro São Paulo passou, então, a reunir partidos políticos socialistas e comunistas de todo o mundo, organizações ditas sociais, como o MST (Movimento dos Sem Terra e outros), e diversas organizações terroristas, entre elas, as Farc, Hamas, Al-Fatah e Hezbollah, todas extremistas e defensoras de um falso nacionalismo.

As Farc, sediadas na Colômbia, são a maior e mais antiga organização narco-terrorista do nosso continente e se constituíram no braço armado do Foro São Paulo. No momento discutem um duvidoso acordo de paz e desmobilização, mediado por Havana, a intenção é obter oficialmente status de partido político e galgar o poder na Colômbia, imitando o que o PT (Partido dos Trabalhadores) logrou no Brasil. Com a vitória de Juan Manuel Santos no segundo turno das eleições na Colômbia está livre o caminho para as Farc!


A implantação da República Bolivariana

O objetivo maior do Foro São Paulo é expandir o bolivarianismo, ou neo-comunismo ou “Socialismo do Século XXI”, transformando o continente ibero-americano na chamada “República Bolivariana”: uma só nação, sem fronteiras, com governo único, moeda única, e um ódio sem precedentes pelos “imperialistas” norte-americanos e os países ricos, a quem culpam por todas as mazelas da dependência econômica e das desigualdades sociais existentes na região.

Integrantes do Foro São Paulo já conseguiram chegar ao poder em vários países, entre eles, Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e o Uruguai. Atualmente 15 países estão sob o domínio do Foro São Paulo, inclusive o Brasil, com a eleição e a reeleição de Luís Inácio Lula da Silva (2003 e 2008), e o continuísmo do PT (Partido dos Trabalhadores) no poder, através da eleição da guerrilheira e atual presidente, Dilma Roussef.  

Em todos os países sob o domínio do Foro São Paulo há clara predominância do populismo, os pobres e as minorias étnicas são transformadas em massa fácil de manobra política; constituições são alteradas para que governantes se perpetuem no poder; o povo é iludido pela chamada democracia plebiscitária, quando não há liberdade de fato de escolha pelo voto. O comparecimento às urnas é apenas para sacramentar o “pacote” que já vem pronto, e dificilmente contempla as necessidades básicas e dignas de educação, trabalho, renda, saúde, segurança e moradia da população.

Na minha opinião, eis alguns motivos pelos quais a pretensa República Bolivariana ainda não se concretizou:  o Foro São Paulo vem enfrentando resistência em países onde o império da Lei ainda prevalece, a exemplo de Honduras e Paraguai, cujos mandatários (Manuel Zelaya e Fernando Lugo) foram destituídos pelos respectivos Congressos, no estrito cumprimento da Constituição. Houve ainda o realinhamento com a “direita”  em alguns países, a exemplo do Chile (com a eleição do ex-presidente, Sebastian Piñera), e a rejeição à retórica bolivariana por El Salvador. 

Talvez, o maior entrave tenha sido a disputa ao cargo de “imperador” da nova república entre Fidel Castro, Lula e o caudilho megalomaníaco Hugo Chávez Frias, que se considerava a reencarnação de Simon Bolívar e acabou vencido pelo câncer, em circunstâncias que ainda não estão esclarecidas.

O desaparecimento de Chávez representou uma baixa importante nos planos expansionistas do Foro São Paulo, que prosseguem com Maduro, eleito como presidente da Venezuela, através de um processo fraudulento, recheado de mentiras. Descobriu-se que o “predileto de Havana” era Maduro e não Chávez. Atualmente, nada se faz sem o aval dos "hermanos Castro", a Venezuela virou colônia de Cuba.

Resta saber por quanto tempo tal regime vai sobreviver, o país enfrenta instabilidade política sem precedentes, há mais de três meses, estudantes e populares protestam nas ruas, cruelmente reprimidos pela Guarda Bolivariana e mercenários cubanos e russos dos chamados "coletivos". A oposição existe, mas está fragmentada, e ganha fôlego com as prisões de líderes oposicionistas, entre eles, Alejandro Peña Esclusa e Leopoldo López.

Pela economia combalida e a escassez de artigos de primeira necessidade, já não é possível camuflar a pobreza e a miséria de um povo valente, que não foi beneficiado pelos petrodólares, generosamente distribuídos pelo “comandante” Chávez para financiar a revolução nos países amigos. A rejeição à governança cubana ainda promete muitos desdobramentos.


A conspiração do Foro São Paulo no Brasil

A tomada de poder no Brasil foi cuidadosamente planejada pelo Foro São Paulo, por Fidel Castro e Lula, após a derrota do castro-comunismo pelo Contragolpe Militar de 1964.

Por mais de 20 anos, todos os setores da sociedade sofreram uma silenciosa infiltração: Igreja, Exército, Judiciário, Legislativo, imprensa, capitalistas, sindicalistas, e principalmente a educação. Foi formada uma geração de professores marxistas-leninistas, responsáveis por desvios e omissões de importantes fatos históricos, por uma verdadeira lavagem cerebral nos estudantes insuflando-lhes um falso nacionalismo, desde o ensino fundamental até o nível universitário. Um claro indício é a admiração que homens e mulheres, já maduros, estampam no peito com a imagem de Che Guevara, o revolucionário sanguinário que matou centenas de inocentes, e não hesitou em trair os próprios companheiros.

O ápice desta conspiração foi a eleição de Luís Inácio Lula da Silva para o primeiro mandato na presidência da República, em 2003, num verdadeiro estelionato eleitoral. O fato causou comoção nacional e internacional, pela primeira vez o país estava elegendo um “presidente operário”, que não pertencia às “elites”. Iniciou, então, o aparelhamento do Estado, em detrimento da meritocracia e da competência profissional, o governo criou mais de 135 mil cargos comissionados para privilegiar a militância.

Lula imediatamente assumiu o papel de “salvador da pátria”, vestiu a fantasia da esquerda moderada, formou gigantescos “currais eleitorais” com a distribuição de benesses às camadas mais pobres da população através do Programa Bolsa-Família, o maior e mais escandaloso programa de compra de votos do mundo, instituído no governo anterior de Fernando Henrique Cardoso. Por este programa, 7 entre 10 brasileiros deixam de trabalhar com carteira assinada para receber dinheiro do governo,  enquanto, em especial a classe média continua a ser explorada e submetida a uma escorchante carga de impostos.

Lula ainda foi eleito com o aval dos banqueiros e dos capitalistas, representados no seu governo pelo vice-presidente José de Alencar. Este foi considerado o seu primeiro erro e uma traição de princípios pelos petistas históricos. Seus dois governos populistas lhe renderam um status quase inimaginável, Lula se tornou maior e mais popular que o próprio partido, o PT, dando início ao que a imprensa bajuladora, omissa e irresponsável denominou de “Lulismo”. 

O PT começou a enfrentar, então, uma onda de dissidências que deram origem aos “nanicos”, pequenos partidos políticos, de aparente oposição, mas todos oriundos da mesma raiz envenenada. E assim, a velha estratégia política de “dividir para conquistar” vem funcionando muito bem no Brasil.

Apesar dos escândalos, Lula ainda é considerado um fenômeno político, o resultado das últimas eleições municipais comprova a sua popularidade e o peso do seu partido, porém, não se pode perder de vista o que isso representa na imposição da nova forma de comunismo no nosso país. 


Uma “revolução cultural”

No Brasil a tomada de poder não ocorreu pela força e na ponta das baionetas, a exemplo da Venezuela, sob a liderança de Hugo Chávez. Aqui, o marxismo-leninismo recebeu nova roupagem pela filosofia de Antônio Gramsci, com uma agenda que segue à risca o Decálogo de Lenin. A tomada de poder aconteceu lenta e gradualmente no campo das ideias, pela doutrinação e ideologização sutis, que já contaminaram toda a estrutura social do país.

A desmoralização das Forças Armadas, a instituição de conflitos entre os Poderes instituídos, os privilégios descabidos às minorias (índios, negros e homossexuais) à revelia da Constituição, as tentativas de cercear a liberdade de expressão (imprensa, Internet), o total desrespeito aos princípios e valores cristãos, a pressão pela legalização do aborto e a desconstrução do modelo familiar tradicional estão levando o país ao divisionismo, à insegurança jurídica e a um perigoso relativismo moral.

A corrupção que já era endêmica no país, sob o patrocínio do PT virou moeda de troca generalizada, atingindo níveis assustadores “como nunca antes neste país”, parodiando a famosa frase de Lula. 

O “julgamento da história”, o Julgamento do Mensalão, revelou as entranhas de toda esta conspiração contra o povo, contra os cofres públicos, contra a moral e a decência de governantes e governados. Porém, o verdadeiro "capo" de todo este esquema aviltante, Luís Inácio Lula da Silva, não vai sentar no banco dos réus; ele sequer foi intimado e dificilmente será. A maioria dos ministros que integram o Supremo Tribunal Federal (STF) foram indicados por ele e sua sucessora, incluindo o atual presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Foi nacionalmente aplaudido pela performance no julgamento do Mensalão, e recebeu proteção do Exército, à revelia de autorização da presidente Dilma.

Inexplicavelmente, Barbosa está antecipando a sua aposentadoria, justo no período que antecede as Eleições 2014, além disso, a palavra final em todas as demandas jurídicas é do STF. Barbosa anunciou que não permanece no Brasil, vai morar em Miami. 


Não existe oposição política nem direita no país

Além do PT, outros dois partidos políticos que detêm expressão nacional são o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), o maior de todos (considerado a Grande Prostituta da República, desde a reabertura democrática do país porque nunca opta pelo bem do país e, sim, pelos interesses do partido), e o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira, os “comunas enrustidos”). PT e PSDB se alternam no poder, polarizam o cenário político e dão a falsa impressão de que o país caminha para o bipartidarismo.

Volta e meia, um ou outro integrante desses partidos ergue a voz para se opor e criticar o governo, e tudo continua igual! Na realidade prevalecem os conluios e os conchavos, os partidos políticos no Brasil se transformaram em agremiações que trabalham apenas em benefício próprio, e manter privilégios pelo loteamento de cargos, há muito não representam mais os interesses do povo. Aos cidadãos, por sua vez, falta conscientização e responsabilidade civil, não entendem o valor do voto (vendido por uma cesta básica, um botijão de gás ou material de construção), não fiscalizam seus representantes, nem exigem prestação de contas e posturas dignas.

Em toda a história da República nunca tivemos um Congresso tão corrupto, com raríssimas exceções. Um prenúncio de reação popular ocorreu com o projeto “Ficha Limpa”, ou  Lei Complementar nº. 135 de 2010. O "Ficha Limpa" recebeu mais de um milhão de assinaturas, exigiu mudanças na lei eleitoral, barrando candidatos que respondessem a processos ou estivessem envolvidos em desvios de recursos públicos. Infelizmente, não impediu as candidaturas e a investidura de corruptos em cargos eletivos; a frouxidão das nossas leis permite um sem número de recursos, a Justiça que deveria ser uma só, tem várias instâncias de apelação, continua permitindo a corrupção e beneficiando os corruptores.

E uma triste constatação: não existe “direita” de fato, os partidos hoje existentes no Brasil são todos de orientação marxista-leninista, como dizemos por aqui, “tudo farinha do mesmo saco”. Desde 2003, quando Lula chegou ao poder, os brasileiros mais esclarecidos estão sem opção nas eleições: ou votam com a esquerda, ou votam com a esquerda, obrigados a escolher sempre o candidato “menos  pior”. A estrondosa vaia que a presidente recebeu na abertura da Copa do Mundo não foi "coisa das zelite", o povo brasileiro chegou no limite, com tanta corrupção e escândalos!
Em todo este contexto há algo intrigante: o PT vem dando a impressão de que está se auto-aniquilando como partido, jamais como programa de governo! O que, como e quem vai ocupar o espaço do PT já começa a se delinear no atual panorama político... E aprendemos que com o PT tudo é possível! 

“Primavera” no Brasil?

Os protestos que desde o ano anterior sacodem o Brasil foram inicial e comprovadamente orquestrados pelo próprio governo e acabaram como um "tiro no próprio pé". Além de perderem o "controle", muitos manifestantes denunciaram, sem pejo, que estavam recebendo dinheiro para protestar, e para completar, integrantes do gabinete da Presidência foram flagrados insuflando várias dessas manifestações.

A realidade do que ocorre no país é  escancarada e denunciada nas redes sociais, independente do patrulhamento do Mav - Núcleo de Militância em Ambientes Virtuais do Partido dos Trabalhadores.

Na linha de frente dos primeiros protestos estava a Ong MPL – Movimento Passe Livre, declaradamente de esquerda e patrocinada pelo governo petista. E aconteceu o inesperado: o povo acordou, resolveu sair às ruas e exigir bem mais dos que R$ 0,20 de aumento no transporte urbano na capital paulista; as reivindicações se diversificaram, refletindo a insatisfação do povo.

Na época, o MPL de São Paulo anunciou que não convocaria mais manifestações porque o Movimento estaria contaminado por “pautas conservadoras”, isto é, exigências do povo por condições mais dignas de educação, saúde, segurança, moradia, transporte, emprego, renda, justiça, respeito e transparência do governo no uso de verbas públicas! 
A cada remendo proposto para uma situação insustentável, mais protestos por todo o país, nem sempre pacíficos, marcados por atos de vandalismo e terrorismo urbano explícito pela intervenção dos "black blocs" e movimentos ditos sociais (MST, MTST, CUT e afins). Manifestações pacíficas, que são direito constitucional de todos os cidadãos, acabam em violentos quebra-quebras e conflitos com a Polícia. O Brasil mais parece uma praça de guerra, e não só neste período da Copa do Mundo.

Uma lástima que o povo não tenha voltado às ruas para protestar sobre o envio dos 682 milhões de dólares para o porto de Mariel em Cuba, os milhões não declarados para financiar os ditadores da África, ou sobre o envio das armas que Maduro está usando para reprimir o povo.

Pergunta: a quem interessa o caos e a anarquia? Óbvio, o maior interessado é o próprio governo petista! O país sem controle permite a instauração do estado de exceção, estado de sítio e, por fim, a tão sonhada ditadura militar comunista. Com a pretensa desmilitarização das Polícias Civil e Militar e a desmoralização e desmobilização das Forças Armadas, o PT vai comandar um exército bolivariano de cerca de 500 mil homens! Existirá Congresso, também desmoralizado, urnas eletrônicas manipuladas, manifestações populares, decreto ou Medida provisória que detenha os planos do Foro São Paulo e do PT?

Em 64 tivemos o Exército para nos defender, mas agora, só podemos contar com auxílio divino; confiar no levante dos segmentos organizados da sociedade, que entendem o que acontece, e façam coro nas ruas, em especial com estes jovens que, mesmo não conhecendo a verdadeira história do Brasil durante o período da ditadura militar, saíram da frente do computador e da televisão. Porém, como diria o âncora Boris Casoy (um dos muitos jornalistas perseguidos pelo Lulismo): “Está tudo dominado”.


Beth C.Costa, jornalista, pós-graduada em Ciências Políticas

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